SARCASMO, OPINIÃO E TALVEZ ALGUM HUMOR *** AVISO: Se você ler esse blog e for conhecido do Tio Xavier™, poderá se identificar com algum personagem das situações narradas. Esta não é uma obra de ficção. Portanto não terá sido mera coincidência. Tio Xavier™ está pouco se lixando para o que você vai achar. ***
sábado, 19 de julho de 2008
Dercy is dead
- Dercy, esse é o livro da vida... e aqui consta tudo o que você fez, blá blá blá blá...
- Ah, enfia esse livro no cu e vá pra puta que o pariu!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
As correntes do bem
Como trata-se de uma pessoa muito estimada pelo tio eu resolvi abrir e ler, embora tenha visto no cabeçalho que tinha sido repassado (o inconfundível "Enc:") para quatro mil oitocentos e trinta e dois contatos. E o preâmbulo iniciava com o também inconfundível "não custa ajudar". Eu devia ter deletado a partir daí, mas sempre me recai um sentimento de culpa se eu não tiver certeza de que não é mais uma corrente inútil. Justificado para comigo mesmo e começando a ler o texto percebo que é uma daquelas histórias enoooooooooooormes de narrativa de doença rara. Foi o suficiente para eu dar um scroll-down e ir direto ao final. Lá estavam os nomes do suposto casal de pais da criança doente, sem sobrenome é claro, o da suposta médica e do também suposto endereço do apartamento do casal.
Fiquei um pouco puto com o meu caro remetente, mas no melhor da correção fraterna resolvi pesquisar as informações na internet, incluindo o endereço para fundamentar minha admoestação. Para minha não-surpresa:
1) O telefone mencionado não existe
2) O endereço não é de um prédio residencial
3) O nome da "renomada doutora" aparecia centenas de vezes na internet mas...
... em cópias do mesmo maldito texto, incluindo uma versão em espanhol. Blogs e mais blogs, como o meu caro ente se prontificaram a publicar o texto, já que "não custa ajudar". Porra, será tão difícil para essas pessoas antes de repassarem lixo eletrônico, correntes do cacete e boatos internéticos, ao menos verificarem o mínimo e assim evitarem entupir as caixas postais alheias com merda?
Dentre as porcarias que me repassam, eu deleto 99,2% só pelo cabeçalho. Os 0,8% restantes eu até tento verificar para não ficar com a consciência pesada, como comentei. Só que até hoje ZERO dos conteúdos tinha fundamento. Ou seja, quando alguém precisa de fato de ajuda ou informação sobre doenças raras, remédios idem e síndromes estranhas, procura os hospitais, os médicos, as entidades científicas, as universidades ou os órgãos governamentais para se socorrer. Jamais mandam e-mails de apelo na web. De fato não faz sentido. Talvez por isso mesmo estou comentando isso neste blog. Nossa, até pra trocadilho hoje estou ruim.
Senhores remetentes, introduzam as teclas "enter" nos vossos respectivos orifícios excrementadores quando pensarem em me encaminhar algo do gênero. Grato desde já.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Otros cullones
Infelizmente foi só para esses dois trouxas. Nem li o resto da notícia, pois é quase certo que os pobres animais tenham sido brutalmente assassinados ao final da bestial "festa". Espero que os fanfarrões ao chão tenham tido seus culhões pisoteados e inutilizados pelos bovinos antes de serem socorrido, pois assim não se reproduzirão.
sábado, 12 de julho de 2008
Pode ser a hora
Drops DVD: O todo-poderoso 2
Evan Almighty (título original do filme) é um bom divertimento. Não fosse pelo Morgan Freeman no papel divino, quem assistiu ao anterior com Jim Carrey poderia esquecer que era pra ser uma continuidade daquele. O Morgan-deus desta vez vem ao encontro de Steve Carell, o hilário ator que protagonizou Agente 86. Repórter e recém-eleito senador americano é intimado pelo deus-negrão a construir uma arca por conta de uma presepada que rola no finalzinho.Inverossímil, com o pezão atolado no politicamente-correto, afogando-se no pieguismo ianque é O todo-poderoso 2. O ator faz o filme valer à pena.
O crítico de cinema de botequim Tio Xavier embora não goste do Jim Carrey achou melhor o primeiro. Mas pode assistir a este último que não morre. E pode dar boas risadas.
O maravilhoso mundo da privatização
Quem mora em SP lembra-se de quando éramos "reféns" da operadora de telefonia estatal. A TELESP era a única empresa a dispôr de linhas telefônicas particulares e orelhões. Até que sábios políticos trouxeram um novo mundo para os usuários. Foi quando os espanhóis da Telefonica aqui aportaram. Eles podiam ter tido concessão para criar NOVOS serviços telefônicos e novas redes idem. Mas herdaram o legado da estatal e o que fizeram?Tente achar um orelhão. De preferência um que funcione. Disseminaram os telefones privados por todos os lares. Claro que isso é bom. Mas a TELESP já estava devolvendo as ações dos usuários que investiram até dois mil dólares por uma mísera linha telefônica de plano de expansão. Tornar o telefone um mero serviço era questão de tempo.
A qualidade de atendimento. Isso sim. Nos bairros havia agências da TELESP onde podíamos encostar no balcão e falar com seres humanos capacitados. No limite podia-se ir na Rua Sete de Abril onde era a central. Os poucos problemas que tive foram resolvidos lá. Agora somos obrigados a ligar para o maldito 103-15 ouvirmos propaganda da própria Telefonica por cinqüenta minutos e sermos atendidos por bestas humanas robotizadas, isso se conseguirmos uma após repetirmos cem vezes o nosso número de telefone e o problema.
Os técnicos: antes eram da própria operadora. Funcionários na maioria concursados e com formação técnica da empresa. Hoje sou atendido por "manos" que andam como doidos com aqueles carros com escadas em cima. São sub-contratados por prestadoras terceirizadas. Sujeitos que sempre têm um modemzinho, um aparelho ou outra quinquilharia na manga, obtida sabe-se lá como, pra nos oferecer mediante um "por fora".
Agora o mais sinistro de tudo é que a promessa da privatização foi que "a mão invisível do mercado" propalada por Adam Smith trataria de despencar as tarifas porque inúmeros competidores entrariam nos mercados. Ao menos no de telecomunicação, tudo como dantes no país de Abrantes. Tirando um misto de celular-fixo da Embratel, não tenho outra empresa de quem contratar uma linha telefônica fixa. Internet? Opa... alguém aí avisou que em 90% das ruas APENAS UM SERVIÇO de internet vigora? Não parece estranho? Não sei porque a palavra "truste" não me sai da mente.
Tio Xavier está postando de sua residência após dez dias sem internet e para isso ainda teve que amargar horas ao telefone até que mandamos cancelar todos os serviços. Só então resolveram mandar um sujeito aqui para constatar o que eu falava há dias para os desinfelizes do 103-15. Que a merda do serviço Speedy em minha casa não conectava por problemas lá na central DELES. No meu barraco somos em dois profissionais de informática suficientes para distingüir problemas nos nossos equipamentos dos deles. Mas tente explicar isso pra eles.
Privatização = concorrência... Ahãm... Tá.
terça-feira, 8 de julho de 2008
O verdadeiro culpado
Renomados institutos internacionais decretaram o culpado. O condenado se chama Dentroctonus ponderosae, popularmente conhecido como besouro-do-pinheiro e ainda predomina nas florestas canadenses mas está prestes a dominar o mundo. Ele deposita seus ovos nas cascas dos pinheiros provocando o apodrecimento da árvore, o que libera gás carbônico. Já adaptado às temperaturas altas o assustador inseto prolifera-se tornando a mais poderosa e devastadora praga, muito pior do que a nuvem de gafanhotos que Javé mandou ao faraó. O ciclo vicioso se forma, pois o próprio besouro devastando a floresta retroalimenta o aquecimento. Dessa forma ele tende a dominar o planeta, não resta a menor dúvida A hegemonia do homo-sapiens-sapiens está por um fio.
Não sei por que lembrei-me dos idos de 1970 quando a saúva foi eleita pelo governo militar como a responsável pelas mazelas da então arcaica e falida agricultura brasileira. Não era o latifúndio e os sistemas de produção suméricos, mas sim a saúva que com seu alto poder destruidor elevava os preços dos alimentos e fomentava a invasão das indústrias de pesticidas químicos. "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil" rezava o slogan da época.
Voltando ao nosso vilão contemporâneo, saibam todos os que lêem este post (cerca de quatro ou cinco desocupados) que o minúsculo e devastador ser é responsável sozinho pela emissão de CO2 em quantidade equivalente ao Brasil, cerca de 270 milhões de toneladas/ano.
Pau no besouro. Mas mirem bem porque essa verdadeira máquina de destruição tem cinco milímetros de comprimento. Algo equivalente a um grão de arroz.
Agora tá fácil salvar o mundo. Suspendam aquelas enfadonhas e onerosas reuniões dos países líderes, cancelem os protestos do Bono Vox. O negócio é tacar inseticida nos pinheiros. De preferência com dispersores motorizados à querosene e veículos à diesel.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Drops DVD: Agente 86
Se você assistiu à antiga série de TV do Mel Brooks vá ao cinema ver o remake. Se você não assistiu, não tem problema, pois o filme é auto-explicativo embora algumas referências possam fazer falta.Eu ainda fico com a velha série, mas a versão cinematográfica é boa. O tio recomenda.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
A Coca-Cola de ouro do Habib´s

Da próxima vez JURO que vou sacanear. Levarei uma latinha de refrigerante de casa pra tomar lá e pedirei só as esfihas. Se o gerente fizer a menor menção de falar algo eu dou um jornal de supermercado pra ele.
Em tempo: "Habib" em árabe quer dizer "Amigo". Ainda bem. Se fosse inimigo então...
Traga a pessoa amada em 7 dias
"O seu amor te deixou? Você não está mais sendo correspondida(o)? Ele(a) não quer saber de casamento e está te enrolando? Brigas, intrigas, separações, traições entraram em sua vida sentimental? As invejas das pessoas tem atrapalhado e amarrado sua vida amorosa? A pessoa que você deseja não quer mais ver a sua cara e os outros dizem que este relacionamento não tem mais futuro?"Seus problemas se acabaram! Acabo de encontrar um site que vende um sensacional KIT DE AJUDA SENTIMENTAL que contém TÉCNICAS INFALÍVEIS PARA A VIDA SENTIMENTAL e a DEFINITIVA RESTITUIÇÃO AMOROSA.
Quando eu penso que já conheço todo tipo de picaretagem a humanidade ainda consegue me surpreender. Pela foto que decora a página principal, quando esse casal restituiu sua vida amorosa, os Beatles estavam lançando Sargent Pepper´s e eles dançaram ao som de Lucy in the sky with diamonds.Quer mais? O site promete TÉCNICAS QUE FARÁ (sic) O SEU AMOR VOLTAR RAPIDINHO. Espero que as técnicas não sejam como a concordância verbal do autor.
Pra você que está lendo com cara de cético, o tio mata a cobra e mostra a cobra morta: ENTRE AQUI.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Premio Nobel da abordagem comercial
Eu estava sentado no degrau ao fundo do trem, naquelas portas que ligam um vagão ao outro mas ficam travadas já faz tempo. O trem começou a andar e um vendedor sacou de uma pilha de "chocolates" (entre aspas mesmo) e ligou a matraca:
- Olha aí gente, chocolate da melhor qualidade. Quem assistiu o Domingo Legal viu a propaganda. No Extra tão vendendo por quatro réau, no Carrefour tá três e oitenta e eu tô vendendo por apenas três reais. Mas peraí... Xi gente! - O sujeito faz que está olhando para um ponto infinito na plataforma, vários passageiros tentam ver também - o segurança me viu. Agora ele vai avisar pra próxima estação. Vou perder tudo pro rapa. Mas a vida de ambulante é assim mesmo.
O malandrão olha pra cara dos passageiros consternados. Alguns deviam estar pensando: "coitado, trabalhando; não tá roubando". Foi quando o vendedor de "chocolates" resolveu fazer uma liquidação:
- Aí gente, sujô mesmo. Vou acabar com tudo. Prefiro perder pra vocês do quê pra eles. É um real só. Um real cada, pra acabar com tudo. Podem ficar com todos. Eu me viro depois com esses trocados e começo minha vida de novo.
Senti vontade de rir, mas parei ao perceber um rebuliço total entre os passageiros. Procuravam trocados nas bolsas pra aproveitar a promoção bota-fora do mascate. Foi um arraso. O cara vendeu uns trinta "chocolates" em alguns segundos. De duas moças que estavam do meu lado, ouvi uma dizendo pra amiga que ia pegar logo dois, porque essas coisas não acontecem duas vezes. Inacreditável.
Terminada a venda-relâmpago o cidadão desceu normalmente na próxima estação. Acho até que esqueceu que estava fugindo. A pinta era mais de quem tinha cumprido a missão.
Agora vamos ao produto: a moçoila do meu lado quando eu desci já estava comendo um. Pude perceber na parte mordida que o mais próximo de chocolate era uma fina cobertura marrom-escura, sabe-se lá do quê. Dentro predominava uma gororoba abiscoitada e esfarelenta. A sujeita nem percebeu, tal voracidade com que comia. Ou nunca comeu um chocolate de verdade.
Esse povo todo tem título de eleitor, viu?
domingo, 22 de junho de 2008
El matador
Estava eu a conversar com uma bonita mãezinha de aluna, quando a própria cria chega perto da gente:
- Tio, o senhor é bom de pontaria?
- Apenas o melhor. Por quê?
- Então toma esse ticket. Acerta a boca do palhaço e ganha uma bola pra mim, tio? Por favor.
Depois da minha bravata, sob olhar da mulherada, só me restou ir lá encarar o tal palhaço. Lá descobri que eu tinha que acertar três de quatro bolas fornecidas. Gelei, pois até os bravos do oeste suam frio numa hora dessas. Peguei a primeira, me concentrei, fixei o olhar na caçapa do horroroso palhaço e arremessei: tuf! Bem no centro da boca, sem tocar nas bordas. Lá vai a segunda: tuf! Idem. E a terceira: tuf! No fundo da goela. Dispensada a quarta chance, olhei para as funcionárias da barraca boquiabertas e decretei, quase nada arrogante:- Dá a bola pra menina.
Saí com o peito estufado e voltei à jovem senhora com quem eu proseava. Dela recebi esfuziantes agradecimentos pelo feito heróico.
Domingão
Neste momento ocorreu-me uma idéia luminosa. Em homenagem ao centenário da imigração japonesa, sugeri à darling irmos ao Aquário Itaquera cumprimentar a comunidade nipo-brasileira da zona leste paulistana. Claro que a propósito de almoçar yakissoba quentinho. Lá é um misto de loja de aquarismo e pesca, parque de diversões e tem um mini-shopping com alguns pequenos restaurantes de famílias japas, em estilo fast-food. Bem melhor do que ir pro fogão.
Por míseros vinte reais nos entupiremos do delicioso e fumegante macarrão nissim com legumes, verduras, frango, carne e camarão.quinta-feira, 19 de junho de 2008
Isso sim é telemarketing
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Orgasmo com o genital alheio
Nada mais traidor e enganador do que cantar a vitória por antecipação. O resto, bem... creio que todos já saibam. Pois este escrevedor, que ainda tem uma estima incurável pelo time paulista finalista, se recusa a assistir a qualquer coisa cujo protagonista apresente má vontade. Seja um show musical, seja uma palestra, missa, aula ou uma partida esportiva. É muito simples: se não está a fim de fazer algo não saia de casa, penso eu. Desse modo, finda primeira e já desonrosa etapa da peleja, desliguei a TV e recolhi-me aos aposentos.
Só que algo me surpreendeu e penso que seja uma estatística de migração nunca antes verificada. É que na capital paulista, ao menos na Zona Leste, a esmagadora maioria da população talvez seja de migrantes especificamente pernambucanos (e ingratos por sinal). Isso explicaria o porquê do foguetório digno de reveillon. Cheguei a cogitar que estivéssemos sendo invadidos pelas FARC. Eliminada a cogitação, voltei à primeira hipótese e desenvolvi uma segunda: podia também ser gentalha, cujos times não apareceram nem no rodapé da classificação. Confirmado isto, eles estariam, digamos assim, ejaculando com os pênises de seus amigos pernambucanos. Duas hipóteses para o estranho foguetório.
Se esta última se confirmar já posso imaginar a cena: na casa de cada pernambucano estariam reunidos torcedores de times não-finalistas. Eles estariam se revezando a massagear os órgãos sexuais dos seus anfitriões. Após o clímax orgásmico destes, os visitantes talvez fizessem outra coisa que não descreverei aqui e saltitariam para o quintal a soltar rojões. Isso, obviamente, enquanto suas esposas terminavam o serviço de agradar aos amigos anfitriões. Tem lógica.
Enfim são hipóteses e, como tais, podem plausivelmente transitar da especulação migratória massiva até versar sobre as preferências sexuais dos soltadores dos rojões. Ou tudo isso junto. Quem há de saber?
domingo, 8 de junho de 2008
O cãozinho dos teclados
sábado, 7 de junho de 2008
High tech, high score
Quinta-feira, chego à facu quase na hora da prova. Nem aquela releitura de última hora rolou. Olho em volta e vejo as coleguinhas se matando com papeizinhos, fotocópias reduzidas e coisas assim, vulgarmente conhecidos como "cola". Algo que abomino.
Sem querer entrar no ritmo dos mini-lembretes, o tio pensa, repensa e lembra! Os textos da matéria estavam na conta do GMail. Será que não dava pra acessar as mensagens com o celular - mais exatamente essa maravilha - baixar os textos e deixar no jeito para consultas furtivas na hora das questões? Claro que sim. Apenas um dos textos me faltou e caíram duas perguntas do capítulo. Mas no restante, beleza.
Agora acabo de receber a nota por e-mail. Considerando que eu não sabia a diferença entre Michel de Montaigne e as fábulas de La Fontaine, mais o texto faltante, tirar 8 foi de ótimo tamanho. Ainda mais se me garantiu fechar a média por antecipação.
A tecnologia não é maravilhosa?
quarta-feira, 28 de maio de 2008
À espera de um milagre
Sabe essas coisas que você faz sem saber o porquê? Então, eu continuo acessando a conta bancária todas as manhãs. Não há nenhum crédito previsto para cair nela, mas eu acesso e vejo lá o saldo. Enquanto isso:- O ponteiro do combustível do meu carro está próximo de uma marca vermelha assinalada com "R".
- O meu Bilhete Único da SPTrans está com menos de dez reais.
- Na minha carteira não há sequer uma nota velha de um real.
- Apenas um pequeno baú de enfeite na minha mesa parece ter umas moedinhas. Não devem passar de três reais e pouco.
Vou me sucidar e já volto.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Abaixo da linha da pobreza
Dúvidas? Veja meu extrato bancário de hoje (e dos próximos 20 dias).
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Os donos da verdade
A Justiça da Bahia determinou o recolhimento, em Salvador, de todos os exemplares de um livro escrito pelo padre Jonas Abib, fundador da comunidade católica Canção Nova, ligada à Renovação Carismática. A acusação é de “ofensa contra as formas de espiritismo”. Não me cabe comentar sobre os aspectos da lei 7716 de 1989, posto não ser eu sequer um reles rábula. Mas cabe-me sim, como pensador, ir um pouco mais no cerne.O imperativo ético deveria ser a base do pensamento dos homens auto-proclamados religiosos, que vivem a pregar - e vivem de pregar - as palavras dos seus deuses e santos. Palavras essas que não cansam de afirmar serem de amor, de fraternidade e uma extensa lista de virtudes. Se fossem praticadas minimamente em nosso mundo, não teríamos um décimo das barbáries que vemos por aí.
Ocorre que ao invés das belas virtudes acima, a pregação proselitista é recheada de preconceito e soberba. O septuagenário Pe. Jonas, a quem tive oportunidade de conhecer na década de 80, é uma pessoa visivelmente carismática no que tange a comunicação interpessoal. Pena que não se possa dizer o mesmo de sua reflexão pseudo-teológica. Com seu sorriso fácil e belas palavras engatilhadas, há coisa de três décadas Jonas Abib capitaneou a origem do que seria um dos mais fervorosos movimentos contemporâneos dentro do Catolicismo: a Renovação Carismática Católica.
Inspirada no neo-pentecostalismo protestante estadunidense da década de 60, a RCC enxertou no seio do catolicismo ritos e práticas até então estranhos aos católicos, tais como transes espirituais, oração em línguas estranhas, curas por imposição da mãos e outras coisas baseadas na epístola de Paulo aos fiéis de Corinto, quando o apóstolo explanou sobre os dons espirituais concedidos pelo deus dele. Como tempero, a RCC incentivou a leitura da bíblia cristã, dentro de uma perspectiva muito particular de interpretação self-made, tão assistemática quanto intimista.
Se a RCC teve algum mérito em si, terá sido o de possibilitar que os leigos desenvolvessem um sentimento de acesso ao divino de forma mais democrática e menos mediada. Nas noções pregadas por eles, os fiéis têm acesso a diferentes manifestações divinas, sem a mediação da hierarquia clerical. Embora pareça uma grande ruptura de paradigma, essa democratização teve seu lado estratégico, pois deu sustentabilidade e credibilidade ao movimento entre os leigos. Vale dizer que a RCC foi muito rejeitada e perseguida pela imensa maioria dos clérigos, sobretudo pelos bispos, resultando até em casos de apostasia e constituição de seitas por parte dos mais exacerbados. Mas gradualmente, através de uma estratégia de médio prazo, muitos dos jovenzinhos aderentes à RCC foram sendo ordenados padres e então com esses neo-padres, o movimento passou a contar com apoio clerical significativo. Destaque-se o padre-dançarino e ator Marcelo Rossi. O pioneiro Pe. Abib já não estava mais só.
Nos dias de hoje a RCC conseguiu firmar-se como um pequeno império à parte da hierarquia católica. Com ou sem permissão episcopal, a entidade passou a ser holding de algumas dezenas de empresas rentáveis que incluem editoras, gravadoras, estações de rádio e até uma emissora de TV, cuja sede situa-se na cidade de Cachoeira Paulista. É impressionante o adesismo massivo de fiéis, inclusive de classes média e alta. Sabe-se que muitos deles entregam o controle dos seus negócios para procuradores da entidade, engrossando os canais de receita financeira do movimento. Uma visita a uma espécie de "vila-comunidade" que a RCC mantém em Cachoeira, pode revelar coisas intrigantes como o fato de profissionais liberais, industriais e comerciantes abandonarem tudo (nas mãos de procuradores da RCC, claro) em troca de viverem na tal comunidade, andando de chinelos de dedo (nada contra estes) e esboçando um ar entorpecido de felicidade pela atitude escolhida. É tentador traçar um paralelo com o concorrente Edir Macedo, nas suas "correntes dos empresários", pois as práticas de despojo e expropriação voluntária são muito semelhantes.
Seria muito ingênuo ignorar que por trás dos umbrais de fé da RCC há uma elite controladora, intelectualmente dotada e bem articulada, como por exemplo o administrador, marqueteiro, compositor e cantor Antônio Kater, autor de análises teo-mercadológicas como: "Jesus pegou o mesmo produto (...) e reposicionou o mercado". Nenhum movimento nasce, cresce e enriquece devido ao reconhecimento divino, como podem alardear seus mentores. A gênese e dinâmica das instituições já foi dissecada por Berger em "A Construção Social da Realidade". Qualquer concessão ao discurso divinista configura-se em uma falácia de premissas e ocultação dos mecanismos materiais da expansão da RCC. Tire-se da RCC os seus mentores, seus escritórios, suas contas bancárias e seus negócios e ver-se-á que o espírito divino não lhes será suficiente para manter o que fora construído.
Contudo estamos no mundo dos negócios. Sem questionarmos as premissas do capital, não há como analisarmos os empreendimentos religiosos. Como quaisquer outras aziendas, os negócios da fé vendem produtos e serviços. Compra quem quer. Apenas que para as coisas do âmbito sobrenatural não há nada que possa ser reclamado com base no Código de Defesa do Consumidor. Se os legisladores se despissem da hipocrisia que permeia a elaboração de algumas leis, os negócios religiosos poderiam ser melhor regulamentados, em vez de correrem soltos e sem tributação, como praticamente ocorre.
A parte mais descarada desses movimentos religiosos quando se institucionalizam é a forma com que vão abandonando o caráter virtuoso e caridoso pregado originalmente, para assumir sua posição sobre a fé alheia: a intolerância. É nesse veio que o livro do senhor Abib cava seu quinhão ao afirmar coisa como: "O demônio (...) hoje se esconde nos rituais e nas práticas do espiritismo, da umbanda, do candomblé". Nada no campo da literatura religiosa pode ser mais podre e preconceituoso do que afirmar coisas desse gênero.
O mais intrigante é que grande parte da literatura proselitista gasta páginas e laudas não para enaltecer as virtudes da própria religião ou seita, senão para acusar, incriminar e satanizar a alheia. É como se tivessem chegado ao limiar da capacidade de cooptação dos não-religiosos e o seu crescimento dependesse tão somente da destruição das manifestações concorrentes. Nesse estágio, parte-se fácil para o tudo ou nada valendo o tudo, incluindo a demonização do outro. Lembra aqueles torneios ilegais de luta, nos quais a única norma é submeter o adversário até o abate.
Tão medíocre quanto vergonhoso é lançar mão de expedientes desrespeitosos, quando o objeto imediato é o ataque à religião alheia, mediando interesses inconfessáveis de grupos particulares. Se eu fosse kardecista, umbandista ou candomblecista iria sim às vias judiciais contra o arremedo de livro do padre.
No mais, sou solidário a todos que se sentiram ofendidos com as prevaricações da pretensa obra teológica. O direito de um termina nas fronteiras do respeito ao direito alheio, que inclui manifestação filosófica, cultural e credo. Tudo o mais é arrogância e prepotência, indignas do que se poderia entender como fé sincera. A intolerância é hipócrita por si só.
Outra injustiça
Segundo o ex-quase célebre BBB, o travesti teria furtado as chaves do carro dele em uma topada na calçada, no estilo trombadinha. Então ele correu atrás do gatuno de salto alto e o agrediu para reaver suas chaves. Um típico caso de punguismo. Mais tarde na delegacia foi constatado que o travesti havia estado dentro do carro por um bom tempo com o suposta vítima, quiçá praticando atos lascivos. A história do roubo foi considerada mal contada e o BBB (Bichona Beijadora de Boneca) explicou que não sabia se tratar de um travesti, pensando ser uma linda mulher. No caso o BBB protagonizaria o Richard Gere da boca do lixo.
O travequinho de dezessete anos foi mais suscinto: disse que o ex-BBB teria usufruído dos serviços íntimos dele dentro do carro e se recusava a remunerar os cinqüenta reais como contraprestação. O travequinho teria sacado a chave do contato e saído correndo desesperado em busca de ajuda extra-judicial para a cobrança. Foi quando o caloteiro o alcançou e agrediu.
Temos todos os motivos do mundo para acreditar no pobre rapaz do reality show. Basta desconsiderar:
a) As falsas acusações do traveco que dizia conhecer até peculiaridades estéticas e anatômicas do BBB com riqueza de detalhes.
b) Que o BBB era freqüentador da região da rua Rego Freitas e esta é uma área de trottoir de travestis. Isso não tem nada a ver com a questão.
c) Que o travequinho mirim é feio de dar dó e, na remota hipótese de ser confundido com uma moça de família perdida na cidade, seria no máximo uma baranga daquelas bem ruins.
A verdade é que o BBB ao errar o caminho de casa ficou rodando em círculos pela região. E durante esse tempo achou que aquelas criaturas lindas e exuberantes de minissaia nas calçadas eram mulheres, jamais homens grotescamente fantasiados.
Em tempo: Advogados do craque Ronaldo "Felômeno" acabaram de afirmar à imprensa que vão processar o BBB por violação de direitos autorais.
domingo, 18 de maio de 2008
Cada um no seu quadrado
"A-ado, a-ado, cada um no seu quadrado.
A-ado, a-ado, cada um no seu quadrado."
Depois disso alguns ainda têm a coragem de amaldiçoar o reitor Antônio Dantas pelas constat... (ops!) - digo - opiniões pessoais que divulgou na imprensa. Na dúvida da polêmica, veja você mesmo.
sábado, 17 de maio de 2008
Nunca antes na história deste país
Saibam todos que o nosso chefe de Estado-Maior está avaliando a possibilidade de criar um imposto que incidirá sobre todas as movimentações financeiras, cuja arrecadação resolverá de uma vez por todas os problemas do SUS.
Cada vez que um correntista tirar dinheiro de uma conta bancária, o Banco Central aplicará um fator percentual, taxando a movimentação e recolhendo como "contribuição". Assim, quem movimenta mais contribui mais. Quem movimenta menos contribui menos. E todos se beneficiam.
Não é impressionante?
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Uma escritora promissora
Festa na Floresta:
Um dia na floresta, o macaco, o tucano, a tartaruga, o veado, a onça pintada, a pantera e os pássaros foram visitar a tataravó e voltaram perdidos.
E voltaram para a casa do tataravô*. (*A autora explicou que eles mudaram a rota na volta)
Estava escurecendo e não tinha nada pra comer. De dia encontrariam a sua casa.
Agora acabou a estória. Agora fim.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Os assassinos
terça-feira, 6 de maio de 2008
Novos Nikes
terça-feira, 29 de abril de 2008
Maldosos
As pessoas simplesmente não entendem. Basta olhar para os traços delgados e femininos desse ser para compreender que o Ronaldo foi ludibriado. Ele pensou se tratar de uma tremenda morena gostosa.Vocês leitores não têm idéia das maldades tive que ouvir hoje pelas ruas. Houve até quem dissesse que o fenômeno teria se interessado em novas experiências sexuais mas se assustara ao verificar as proporções avantajadas do... Olha gente, nem tenho coragem de repetir o que ouvi. Achei quase uma blasfêmia.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Çauven ha inducassaõ
Atenção para mais essa pérola:
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Da série: O especialista
Segundo lendas indígenas essa história foi publicada em um site sobre finanças e investimentos. Como não estou com tempo pra pesquisar, resolvi publicá-lo assim mesmo, pois se não é verdade está bem contado.
Diz a lenda que uma mulher escreveu para um site financeiro pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é insólito, mas o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta bem fundamentada no fórum.
Mensagem dela :
"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas?
Namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou-se com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?
Grata,
Fulana de Tal."
Resposta do sujeito que postou:
"Li seu anúncio com grande interesse, pensei cuidadosamente sobre seu dilema e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil.
Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente. De fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como esta depreciação é progressiva, sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. O fim de sua aparência começa cedo e em alguns anos você já estará acabada!
Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de 'trading position' (posição para comercializar), e não de 'buy and hold' (compre e retenha), que é o que você deseja... daí o problema casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, 'comprar' você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la.
Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.
Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto como uma garota 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' como você se diz, ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um 'test drive'.
Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.
Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica 'capitalização via golpe do baú'. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo.
Atenciosamente,
Beltrano.
Mais direto, impossível. Clap your hands, everybody.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Padre sobe aos céus
"O religioso queria voar durante 20 horas, mas o mau tempo levou-o em direção ao mar de Santa Catarina. As buscas aéreas e marítimas concentram-se a cerca de 30 quilómetros da costa, na aérea onde o padre terá feito o último contato..." conforme O Globo."Um vôo de balão que serviria para chamar a atenção para a causa dos caminhoneiros e para bater um recorde, acabou em desespero. O padre Adelir Antônio de Carli, membro da Pastoral Rodoviária, levantava vôo com um balão formado por 1 mil balões de gás hélio, quando o vento surpreendeu e levou o sacerdote para o caminho oposto ao desejado..." de acordo com o JB Online.
Um cara desses merece o prêmio Darwin Awards, por contribuir para a seleção da espécie. Ao menos depois dele talvez surjam padres mais providos intelectualmente. Oito anos de faculdade (Teologia e Filosofia) para isso. Nem precisa pegar a caixa-preta dos balões pra analisar a defecada. Ocorre que ele era da Pastoral Rodoviária. Logo, não entendia nada de Pastoral Aérea. Saiu das suas atribuições pastorais.
Caso a Guarda Costeira ou os Bombeiros não o achem, podemos transformá-lo no primeiro padre assunto aos céus com balões. Sabe-se que o profeta Elias foi em uma carruagem de fogo. A mãe de Jesus, segundo a tradição católica, foi levada por anjos. Mas o padreco Adelir... De qualquer modo ele entrará para a História como sendo o único padre que foi para o céu. Ao menos enquanto durou o gás.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Drops DVD: Diários de Motocicleta
Depois de um século, aluguei "Diários". Já sabia que veria um Ernesto "Che" Güevara pré-Baía dos porcos. Um jovem nada tão politizado que vai apenas para uma aventura que muitos de nós fantasia e fica só nesta. A odisséia dos malucos consegue misturar o mítico com o lúdico, embora trate-se de uma viagem real.O filme é essencialmente fotográfico. Mostra lindas paisagens da América do Sul e segue o roteiro de viagem de Ernesto e seu amigo Alberto Granado. Só por isso vale à pena. Filme de Walter Salles (de Central do Brasil e Abril Despedaçado) se não surpreende pelo enredo, posto não ser dele exatamente, faz a diferença por fugir um pouco do Che mitológico. Muito embora pareça justificá-lo, na medida em que enfatiza as experiências do jovem Ernesto com uma América de contrastes sociais mostrando Ernesto indignado com o que vê.
Diários de Motocicleta na minha abalizada opinião de crítico não merecia esse nome. Não faz sentido porque a tal motocicleta teve falência múltipla dos órgãos durante o primeiro terço da viagem. Devia se chamar "Diários a Pé". Mas justifica a locação. Bacana. Bom entretenimento.
O dia da marmota
Pois é. Não tente fazer isso em sua casa. As pessoas que o fazem são profissionais treinados, supervisionados pelo Corpo de Bombeiros e assistidos por paramédicos de plantão com helicóptero da propaganda do plano de saúde. Se você ignorar este aviso e tentar, a estante será alta demais para a altura disponível no sótão, os furos que você fará para fixar o suporte de televisor ficarão fora de posição e no fim você só terá dado mau-jeito nas costas e sujado a casa inteira com 300Kg de pó do sótão. Paradoxalmente tudo para nada. O resultado será zero. Ou negativo.
Daí você passará o resto do dia de bode. Sua mulher ficará de cara feia reclamando da sujeira. Óbvio que ela não se lembrará que foi ELA quem lhe encheu a paciência para você tirar as merdas de caixas de arquivo-morto do corredor. Se ainda assim você em vez de ir dormir tentar assar uma picanha no forno ela ficará dura como um músculo, mesmo sendo maturada e embalada à vácuo; cozinhará arroz e ficará sem gosto. Sua filha ficará torrando pra você levá-la pra andar de bicicleta e começará a chover.
Por isso mande esta mensagem para o máximo de pessoas possível com o título "ALERTA URGENTE: DIA DE BODE". Não quebre esta corrente.
"Nada está tão ruim que não possa ser piorado um pouco." (Cel. Murphy)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Sem discução
domingo, 13 de abril de 2008
Uma no cravo, outra no casco
A analogia da ferradura agora aplica-se com perfeição ao senhor Luís Inácio. Ele aprovou semana passada, em uma só canetada, a manutenção do hediondo imposto sindical obrigatório e a desobrigação de as entidades sindicais prestarem contas aos tribunais públicos. No mês de março um dia cheinho continuará a ser arrancado de seu bolso à força e irá direto para o bolso dos sindicalistas. E estes poderão continuar gastando como bem entenderem, inclusive para promover prejuízos aos que eles supostamente representam. O chefe da nação teria ainda dito que a fiscalização dos sindicatos cabia aos trabalhadores. Concordo em parte. Mas, no quadro atual, tente você ir a uma assembléia do seu sindicato e pedir balancetes ou comprovantes de gasto.
A contradição do ato não tem precedentes. O Estado encarrega-se do serviço sujo de usurpar o dinheiro, mas tira o seu da reta ao desonerar-se da fiscalização. Dessa forma ex-sindicalista Lula matou dois coelhos com uma só cajadada na cabeça do trabalhador: manteve o atrelamento dos sindicatos com o Governo, processo desencadeado na primeira fase do governo de Vargas, e traiu uma das principais bandeiras dos trabalhadores na década de 80 que era o fim do imposto sindical obrigatório.
Para quem não sabe, os sindicatos até meados da década de 80 ou eram dirigidos por interventores nomeados pelo Governo ou tutelados por dinastias legitimadas por processos eleitorais chulos e podres. Embora, segundo Lênin, toda eleição seja fraudulenta, o feito dos operários do ABC paulista ao constituírem a CUT foi pomposo e importante: retomou os processos eleitorais interrompidos pela ditadura e varreu os interventores. Representou a possibilidade de ruptura com o aparelhamento governamental dos sindicatos de até então. Faltava extinguir o imposto sindical.
Berger em "A construção social da realidade" sabiamente dissecou a dinâmica das instituições. Segundo ele, elas nascem a partir de propósitos humanos fundamentais, depois se institucionalizam e em dado momento tomam assumida postura de dirigir a maior parte dos seus esforços para a sua perpetuação, como resultante do seu processo de burocratização. Com a CUT não havia de ser diferente. O que foi no passado um legítimo canal de expressão dos operários, ao longo do tempo foi se especializando e aperfeiçoando na criação de castas de burocratas profissionais que se fossilizaram nas suas estruturas. Ainda mais hoje, com o representante que melhor expressa os anseios de 1.980 ocupando o maior posto executivo do país. Seria de se estranhar que a CUT continuasse a dar vazão às necessidades mais legítimas do operariado. Naturalmente ela foi sendo ocupada por contra-revolucionários e conciliadores das piores espécies.
Se no passado, o PT e a CUT foram os braços político e sindical do movimento popular, hoje já não passam de meros tentáculos do estado burguês. Ou alguém acredita que Lula ocuparia o posto que ocupa, sem ser por consenso entre as elites coronelistas, os representantes do imperialismo e burguesia urbana acovardada? Óbvio que não. O status-quo se alimenta do refreamento dos movimentos sociais acabrestados por dirigentes canalhas. A esses dirigentes o prêmio pelos bons serviços prestados "à nação": muita grana confiscada do trabalhador e nenhuma conta para prestar.
Pra eles, melhor que isso só os dois disso. Lula concedeu-lhes ambos. Às nossas custas.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Her, her comes

A réplica, para um especialista como o tio que decorou até as falas dos episódios, poderia ser bem melhor. A começar pela ausência dos botões alfabéticos no volante. No desenho eles fazem toda a diferença, já que acionam as traquitanas mecânicas e eletrônicas mais fantásticas. Porém, para quem passou a infância sonhando em possuir o M-5 e ser o próprio Speed Racer, poder ver de perto e fotografar seu sonho é perto de impagável. Foi por isso que atravessei a cidade (cerca de 150Km ida e volta) só para tirar fotos.
Se você tem menos de vinte e cinco anos ou mais de quarenta e cinco, por razões diferentes talvez não conheceu Speed Racer e seu fabuloso Match-5. Veja o vídeo abaixo, da abertura da série original. Uma viagem. Espero que o filme, que chegará à nossas telonas daqui dois meses, não peque por excesso de computação gráfica. O desenho, nem tão animado assim, com um visual tosco encantou toda uma geração de garotos. Como o tio há algumas décadas.
domingo, 30 de março de 2008
Moção de repúdio: Livros no lixo em Sampa
Escola Municipal Professora Ruth Lopes de Andrade
Rua Jundiapeba, 177 - Vila Zelina - São Paulo - SP
Fone (11) 2341-3992
Vice-diretora: Laíde da Costa Ribeiro Sales (palmas pra ela!)
Diretor(a): Não consegui descobrir (deve estar escondida debaixo da mesa)
Resumindo, a escola ensacou e depositou em uma calçada nas proximidades algo como QUATROCENTOS LIVROS diversos, incluindo obras literárias clássicas e autores de renome. Moradores encontraram o descarte cultural, recolheram e denunciaram o fato. Parabéns para todos os vizinhos.
A desculpa dada pela vice-diretora-bucha-de-canhão (o diretor ou diretora na ocasião tomou Doril) foi que os livros e o armário respectivo tinham sido atacados por insetos da espécie wababeelooba-wabenboon. No iluminado pensamento educacional dos (ir)responsáveis, os livros não tinham mais utilidade. Contudo, os moradores que recolheram os sacos comprovaram a mentira. Quase tudo estava em bom estado. O material foi reconduzido à SME e diz uma lenda que foi aberta uma sindicância para apurar os fatos. Só mais um detalhe: ao contrário os livros, o armário onde estiveram não foi descartado nem estava infectado. Talvez serviria para guardar pertences pessoais, acessórios de sex-shop, vídeos pornôs e sabe-se lá mais o quê.
Reflitamos: que merda de coordenadores educacionais em sã consciência jogam fora livros? Talvez preguiçosos da mais irrelevante qualidade. Desses que fajutam os planos educacionais da escola com firulas e parágrafos prolixos, mantém os pais o mais longe possível da escola e simulam ensinar. Quem sabe profissionais sem Ética e de Moral deficiente, incapazes de incentivar a leitura aos alunos. Desses que fingem ser educadores, quando vivem nas tetas do Estado, amparados pelo concurso público. Seres aproveitadores dos mecanismos de aprovação automática que - imaginam eles - os desoneram da responsabilidade da repetência escolar. Gente que pouco se importa se uma criança ingressa na escola, paga com os suados impostos dos cidadãos, e dela sai após o fim do Ensino Fundamental sem sequer saber escrever uma frase sucinta ou compreender um conto dos Irmãos Grimm (que também estavam no lixo).
Gentalha desse tipo merece, no máximo, engrossar as fileiras dos programas bolsa-miséria, almoçar no Bom Prato e pedir bilhete de desempregado nas filas da SPTrans, pra não dizer outras coisas.
Eu sentiria vergonha de olhar para um aluno por muito menos que isso. A propósito, alguém saberá dizer se os crápulas foram punidos? Agradeço informações.
sábado, 29 de março de 2008
Coisas que só acontecem com os outros
Dario Scott é um daqueles seres sensatos, ponderados e equilibrados. Não me lembro jamais de tê-lo visto alterado, ao menos durante nosso convívio profissional. Às vezes triste, às vezes preocupado com as dificuldades, como qualquer pensante. Mas nunca a ponto de perder as estribeiras. Pesquisei notícias na web e soube o pior: a vítima do vôo fora Thaís, filha única do casal. Me veio à mente a máxima nua e crua de que a vida é volátil e estamos aqui de passagem. Ora mais longa, ora breve.
Conheci Thaís por volta de 2000 quando tinha apenas nove anos. Não teria nenhum motivo para canonizar a quem quer que fosse, mas a lembrança que me vem à mente é de uma menina meiga, exemplarmente educada e alegre. Em uma das ocasiões em que almocei na casa do casal Dario e Ana Volpi - esta última neta do pintor Alfredo Volpi -, Thaís me recepcionou como se eu fosse o embaixador britânico. Na mesa da refeição, minuciosamente arrumada por ela, haviam papéis grafados com letra de criança indicando os lugares. Gentilezas que duraram todo o tempo que passei lá. Ao final daquele almoço me senti de fato como alguém importante. E fui. O pai e a mãe notadamente também ensinaram à Thaís o bom trato com o semelhante.
Após nos desligarmos da empresinha onde trabalhamos no ABC paulista, suponho que Dario deva ter viajado para vários cantos dando suporte intelectual e tecnológico para os trabalhos acadêmicos da esposa. Assim o fizera na década de 90 na Europa. Por essas e outras, perdemos o contato. Há poucos meses passei a cinqüenta metros da casa onde moraram. Cheguei a pensar em bater mas, certo de que não os encontraria, desisti.
De alguma forma foi até bom. Eu não saberia conter meu desconcerto caso encontrasse algum parente morando lá e soubesse da absurda tragédia que abateu a família Scott. Thaís, então com dezesseis anos, vinha do RS junto com uma amiga para visitar a saudosa avó. Mas infelizmente estavam no fatídico vôo.
Meus sentimentos ao Dario e à Ana. Que Thaís descanse em paz. Sua lembrança será para mim a da menina bonita, amorosa, vivaz e educada que nunca esquecerei.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Roteiro gastronômico do submundo 2008-2
Há algumas semanas eu e os meus "chefes" iniciamos uma odisséia jamais antes tentada pelo homem: encontrar um bom lugar para almoçar com comida boa, preço honesto e um mínimo de decência no atendimento. Note que não mencionei questões sanitárias. Não é que sejam presumidas nem que estejam implícitas. É que abandonamos esse quesito por pura preservação da espécie. Almoçar nas ruas de uma metrópole não é tarefa simples, ainda mais se você começa com muita frescura. Já visitamos dezenas de milhares de botequins e ainda não encontramos a Shangri-lá do comercial com bife e ovo frito.
Como já era a centésima-quadragésima primeira tentativa, ao passarmos pela Rua Domingos Rodrigues 423 apenas entramos. Nossos olhos esbugalhados e olheiras denunciavam a voracidade do apetite. Sem questionamento pegamos nossos pratos e fomos nos servir. Era apenas mais um do inédito sistema self-service (ou "serve-serve" como pronunciam alguns serviçais menos letrados).
Para alguém como eu que desde cedo hoje estava com gana por ver um boi no rolete, a visão do buffet não foi das melhores. As coisas me pareceram meio estranhas, mas já era tarde demais. Entre tantas coisas havia uma massa esverdeada sob um pingo de molho que me sugeriu ser uma panqueca recheada de carne. Abracei. Mas ao comer notei que o queijo branco dentro não se parecia em nada com coxão-mole moído. Ricota. Depois peguei algo que lembrava um hambúrguer. Não era muito bom, mas não consegui definir do que era feito. Agora estou lendo o folheto que apanhei na saída, no qual se lê: "hambúrguer de PVT". Não vou pesquisar o têrmo na internet porque se eu vomitar terei que sair para comer um cheese-salada-bacon imediatamente.
Bem que eu achei cultureba demais a decoração do lugar. Era cheio de livros em estantes, revistas, objetos decorativos e fotos da natureza. Mas ingenuamente não percebi o óbvio. Após comermos (mal) e saírmos de lá, senti um alívo quando avistei uma feira-livre com uma barraca de pastel onde devorei um sem cerimônia. De carne, obviamente. Nada como gordura saturada, carne e massa cheia de carboidrato para saciar um primata selvagem.
Se você se interessou pelo estabelecimento comentado, beleza. Nada contra. Clique AQUI e aprecie. Já eu não vejo a hora de chegar o almoço de amanhã pra eu descontar. De preferência em uma churrascaria.
sábado, 22 de março de 2008
Audio-vingança
É muito simples: basta plugar a saída de áudio do PC no aparelho de som, botar o volume no último e apertar o play. Quando a reclamação bater à sua porta disfarce e siga as instruções para cada caso.
Festa aqui? Desculpe, mas você me acordou.
Eu também ouvi portas batendo, mas achei que eram do seu apartamento.
Faxina aqui? Nem aspirador eu tenho. Você tem bebido?
Quando a polícia bater à porta, desligue as luzes e atenda com cara de sono:
Eu também detesto violino. Se você descobrir quem é me avise.
Pois não, dona síndica. Bebê aqui no meu apartamento? Esse vizinho está delirando (ele usa drogas, viu?)
Desculpe, mas eu nem tenho ferramentas elétricas. Deve ser o apartamento do lado.
É que nós somos sexualmente insaciáveis. Nossa, vocês não fazem sexo aí?
Basquete? Claro, bem vindo à sede do Chicago Bulls. O Michael Jordan está distribuindo autógrafos.
Gritos? Eu também ouvi e pensei que vinham do seu apartamento. Estou com muito medo. Será uma alma penada?
Deve ser esse pessoal de cima. Que saco né?
Nossa, quem terá um telefone desses ainda?
quinta-feira, 20 de março de 2008
Nota fúnebre
Pai de um casal de filhos e avô de cinco netos, deixa viúva dona Avó Xavier, de sessenta anos.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Prova de Direito Penal Internacional
"O Senado do Chile aprovou nesta terça-feira (11) uma minuta de acordo para a extradição do chileno Mauricio Hernández Norambuena, condenado a 30 anos de prisão no Brasil pelo seqüestro do publicitário Washington Olivetto.
Segundo fontes parlamentares, o texto, aprovado pela maioria do Senado, pede que a presidente Michelle Bachelet interceda para que Hernández termine de cumprir sua pena no Chile."
Vamos às questões. Respondam à caneta no papel timbrado e coloquem seus números de matrícula bem visíveis. Cada questão vale dois pontos e meio:
- Esse lixo estava no Brasil todo esse tempo?
- Quanto de despesa ele já nos gerou?
- A conta da estadia vai ficar por issso mesmo?
- Esses caras do Chile não podiam tê-lo pedido para pagar pena em seu país de origem há mais tempo?
domingo, 16 de março de 2008
Drops anti-DVD: Eu sou a lenda
Vão à merda. O Will Smith era mais legal em "Um maluco no pedaço". Que filme mais bobo esse "Eu sou a lenda". O povo americano deve ser muito paspalho se por acaso gostou disso. Se bem que um povo que vive mitificando e construindo heróis... deixa pra lá.Não me pergunte como chegou às minhas mãos, nem alugue quando chegar à locadora perto da sua casa. Perdi uma hora e meia da minha vida. Se quiser algo do gênero, prefira o bom e velho Resident Evil, que é muito mais legal e mais original.
Drops DVD: Efeito Borboleta
Tente conceber o samba-do-crioulo-doido que podia dar se Einsten e Freud parassem para beber em uma cervejaria e enchessem o latão:- Booooorra Vróidx... vozê é beu abigu... Zabe que uzuniverzu baralelo (hic!) zaum uba bozibilidadix gongreta.Horas e canecas depois os caras resolvem escrever um enredo cinematográfico juntos. Só que quando se reencontram para escrever o enredo estão sóbrios. O resultado seria algo como Efeito Borboleta.
- Olha Aiztem... vozê é beu aaaa (hic!) bigu. Baiz ajo... ajo... olha... brezta atenzaum... que dudu num baza de um vai-i-i-i-i (hic!) e veeeem di lembranza da benti hubãna.
- Vróidx, ibagina zi um gara... (hic!) budesse bergulhar nos lasp... lasbz... lábzus de tembo da bebória e bejer nu pazadu?
Se você gosta de enigmas sobre o funcionamento da mente humana e teorias sobre universos paralelos, Efeito Borboleta é o seu filme. Bom mesmo. O melhor é o filme chegar no final e você ficar repensando se sacou corretamente ou se tudo não terá passado de ilusão. A interpretação dependerá também de suas inclinações: se você lê mais Freud ou Stephen Hawking.
Eu não conhecia o ator principal, nem a atriz coadjuvante e também não olhei na caixa quem é o diretor, a produtora, nada. Pela capa tem tudo para ser um "filme B". Mas o filme é bom e ponto. Também não gastarei meu teclado para colar a ficha técnica aqui. Desta vez, procure você mesmo pela internet. Quer saber? Assista ao filme. Você não se arrependerá.
quinta-feira, 13 de março de 2008
quarta-feira, 12 de março de 2008
Da série: "O poço das antas"
Na boa, amigo:Primeiro estude bem o infinitivo dos verbos com eles. No mínimo fará bem para você.
Depois não deixe eles escolharem nada, seja lá o que signifique escolhar.
Procure sempre usar teclados que tenham ponto de interrogação, para suas perguntas parecerem perguntas.
E, finalmente, peça para a Coordenadoria Pedagógica escolher outro docente para a essa turma.
Urgente.
Us govenos não ce emporta com a eduação
Semana passada o docente aplicou uma questão para ser respondida no fórum da matéria. A pergunta feita pelo professor era um tanto subjetiva. Provavelmente objetivava perfilar os alunos para situar o professor e era a seguinte: "EM SUA VISÃO, QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA ATUAL EDUCAÇÃO BRASILEIRA?"
A resposta mais sensacional foi essa: (clique para ampliar)















