domingo, 29 de março de 2009

Compartilhando conhecimentos

Tive uma brilhante idéia (como a maioria das minhas o são). Já que estou estudando desde ontem e interrompi somente para dormir, deixando mais uma vez esta espelunca abandonada, decidi compartilhar com os leitores uma das questões que estou respondendo para a aula de Ética Política e Educação do meu curso.

A questão ora publicada versa sobre a relação entre educação, prática política e poder. Veja se lê isso e adquire um pouco de cultura pelo menos.

Rios parte do princípio de que a educação é uma prática política e situa-se na tênue linha entre a manutenção cultural e a crítica transformadora. O papel da educação e sua caracterização estão implícitos na escolha de temas, abordagem e metodologia educacional. Defendendo que o exercício da educação seja político e dentro desta implique em transformar, Rios defende uma educação que questione a si própria quanto aos seus objetivos. A questão pode ser reformulada para "que tipo de ensino se quer praticar?". Um ensino libertador presume o escancaramento das próprias premissas e objetivos, uma vez que não se pode falar em neutralidade.

A educação concebida por Freire tem cunho libertário e crítico. Seus objetivos são a conscientização, construção de visão crítica, abordagem sócio-política e ação transformadora. Os princípios freireanos propoem partir dos conhecimentos prévios do educando - considerando que seu trabalho foi predominantemente com adultos - o lançamento do que chamou-se "temas geradores". É sobre esses temas geradores que trabalha-se a elaboração de textos, a alfabetização e o letramento, sempre dentro do contexto de vida das comunidades e da discussão crítica da situação.

Giroux enxerga o mundo atual a partir da globalização e as gigantescas mudanças que transcorrem. O recuo das fronteiras geopolíticas e do conhecimento a partir do avanço das telecomunicações, novas mídias eletrônicas, os fluxos migratórios e as mudança econômicas influenciam diariamente a vida dos seres humanos e dentre estes, os estudantes. Um dos pontos principais de sua crítica à área educacional é que ela não está atendendo às novas necessidades decorrentes desse mundo em mudança acelerada. Ele afirmou em entrevista à revista Language and Intercultural Communication que "... as tendências políticas conservadoras que têm imposto uma definição de excelência em educação que significa mais uma submissão às pressões de mercado..."(*) dando a entender que essa suposta "excelência" segue a lógica do Capital (satisfação das necessidades de mão-de-obra) e da manutenção do status-quo político e social, ao invés de proporcionar abordagens inovadoras e críticas.

A pauta de Giroux para a educação não é nada superficial nem modesta e propõe colocar em discussão tanto o quê, quanto para quê e como realizar a prática educativa. Entre as questões lançadas pelo próprio estão: “Porque é que nós [educadores] fazemos o que fazemos do modo como o fazemos”? “Que interesses serve a escolaridade”? “Como devemos perceber e relacionarmo-nos com os diversos contextos nos quais a educação acontece”?

(*) http://www.henryagiroux.com/RoleOfCritPedagogy_Port.htm. Entrevista traduzida por Manuela Guilherme (PT).

sábado, 28 de março de 2009

Justa homenagem

Os amantes da boa música dançante e que por ventura tenham ouvidos apurados não podem deixar de dar uma espiada no blog Dance Disco Music.

Lá podem ser encontrados links de músicas da época de ouro da black music, de artistas renomados como Stevie Wonder, Marvin Gaye, Donna Summer, Diana Ross e bandas como Earth Wind & Fire, Kook & The Gang, The Emotions, The Jacksons Five e uma infinidade de artistas que remontam o melhor da Motown. A música dançante mais "branca" também está representada no DDM com Santa Esmeralda, Village People, Abba, Patrick Hernandez e outros que as décadas de 70 e 80 nos legaram de melhor.

Os links são downloadáveis e o acervo é quase todo digitalizado a partir de raridades em vinil e K7. Se você der uma passada é bem provável que colocará o link nos seus favoritos. Parabéns aos mantenedores do DMM. Agora confira você mesmo.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Coming soon...

A você que já se encheu de passar por aqui e não achar nada novo eu explico: a empresa pra quem estou trabalhando não aderiu à crise. Por isso projetos novos e um grande número de atendimentos a clientes estão me massacrando. Pelo menos estão tendo compensação financeira. Já tenho dinheiro pra comer uma pizza meia calabreza, meia muzzarela neste sábado. No Habib´s que é mais barato, claro.

Além disso não sei o que deu nos professores da faculdade. Trocentas apostilas pra ler, fóruns na plataforma EAD, aulas que estou ministrando aos sábados e uma pilha de trabalhos pra entregar estão fazendo do meu curso a nova versão de Survivor (aqui chamava-se "No Limite" e era apresentado por Zeca Camargo). Só espero que esse sacrifício todo seja suficiente pra eliminar as alunas não-alfabetizadas da minha turma.

Se eu não sofrer um AVC nos próximos dias voltarei a postar aqui. Peço a compreensão dos cinco leitores desta espelunca.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Ortografia medonha

Não dá pra conceber um site da monta do Baixaki, ter na página de abertura uma chamada com esses linguicídios. Considerando a escandalosa disortografia da molecada, isso sem dúvida é um pobrema.

Atenção bons alunos de Letras e professores idem: mandem currículos pra redação do Baixaki pois há vagas. Bem, deve haver. Pelo menos como revisor.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Matemática medonha

Semana passada comprei um produtinho que me custou R$ 4,58. Dei à balconista R$ 5,00 e tratei de achar 8 centavos na carteira para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para ele. Seu olhar era perdido e a bichinha mostrava claramente que não sabia o que fazer.

Expliquei que bastava me dar 50 centavos de troco. Ela não se convenceu e o gerente que estava de olho correu para acudir. Dava pra ver a cara de interrogação gigante dela enquanto o infeliz tentava explicar.

Por que estou contando isso? Porque me dei conta da "evolução" do ensino nas últimas décadas. Em Matemática para quarta série (atual 5º ano), foi mais ou menos assim:

1. Ensino de Matemática em 1958:
Um cortador de lenha vendeu um carro de lenha por Cr$ 100,00 e auferiu 20% de lucro. Qual foi o custo de obtenção em cruzeiros? Quantos carros de lenha ele precisaria vender para lucrar Cr$ 200,00?

2. Ensino de Matemática em 1968:
Um cortador de lenha vendeu um carro de lenha por NCr$ 100,00. O custo de obtenção desse carro de lenha foi de 4/5 do preço de venda e os impostos sobre o lucro foram de 10%. Qual foi o lucro líquido, em percentual e em cruzeiros novos?

3. Ensino de Matemática em 1978:
Um cortador de lenha vendeu um carro de lenha por Cr$ 100,00. O custo de obtenção desse carro de lenha foi de 80% do preço de venda. Qual foi o lucro?

4. Ensino de Matemática em 1988:
Um cortador de lenha vendeu um carro de lenha por Cz$ 100,00. O custo de obtenção desse carro de lenha foi Cz$ 80,00. Faça a subtração e responda: Qual foi o lucro?

5. Ensino de Matemática em 1998:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo desse carro de lenha é R$ 80,00. Resolva R$ 100,00 - R$ 80,00 = X e escolha a resposta certa que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$200,00 ( ) R$2.000,00 ( ) R$20.000,00 ( ) R$200.000,00

6. Ensino de Matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. Ele gastou R$ 80,00 para obtê-lo e o lucro foi de R$ 20,00. Está certo?
( ) Sim ( ) Não

7. Ensino de Matemática em 2008:
Um atravessador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. Ele comprou por R$ 80,00 e por isso lucrou R$ 20,00. Leia com atenção abaixo e assinale a alternativa que corresponde ao lucro.
( ) R$ 20,00 ( ) R$200,00 ( ) R$2.000,00 ( ) R$20.000,00 ( ) R$200.000,00

Pior ainda são alguns docentes que não abrem mão do famigerado "Livro do Professor" com tudo resolvidinho, pra ele só comparar a resposta do aluno.

É por isso que a geração "tipo assim" corre pro vestibular para a área "diumanas". Então vem a parte pior: é ISTO AQUI caso você não tenha lido ainda.

domingo, 1 de março de 2009

Fucking everyday?

Prefiro que você leia na Istoé AQUI mas o mercado de técnicas mirabolantes e ajuda enlatada para as pessoas chegou à cama dos casais trazendo o óbvio.

Vamos lá: você sabia que casais que transam mais vivem mais felizes? Que o sexo tem a incrível capacidade de eliminar o tédio dos casamentos? Que a vida do casal com sexo regular faz com que os cônjuges se tornem mais parceiros e mais cúmplices? Incrível descoberta. Mas o fato é que a grande maioria das pessoas - com certeza você conhece várias - conseguem conduzir casamentos com um distanciamento físico de fazer inveja a inimigos.

Leia a matéria indicada e surpreenda-se com o casal estadunidense Annie & Douglas. Eles fizeram uma espécie de auto-terapia, composta de uma maratona ininterrupta de X dias com festinha na cama. Há também o casal conterrâneo Charla & Brad (não se empolguem meninas, não é o Pitt) na mesma faixa etária, no qual ela adotou a maratona sem falar com o marido. E deu certo.

Curiosos são os supostos comentários sobre as amigas de Charla. Diz ela: "... Quando contei às minhas amigas do meu plano, elas me perguntaram se eu andava bebendo. Uma delas implorou para eu não deixar o marido dela saber". Ou seja, há um sem-número de pessoas provavelmente entediadas com o parceiro, que fogem do sexo como o vampiro do alho. Daí nascem as tais dores-de-cabeça e demais desculpinhas esfarrapadas. Esse comportamento repulsivo esconde o fato de que as pessoas vão perdendo o interesse pelo parceiro e até pelo sexo em si. Exceto no seriado Desperate Housewives - que o comediante Chris Brown chama carinhosa e sinteticamente de Putas. Nesta, as entediadas esposas procuram freneticamente por aventuras sexuais fora de casa. Prováveis exceções. De modo geral, o que ocorre é apatia mesmo. Pesquise sutilmente entre seus amigos(as) casados(as).

Esse assunto dá muito pano pra manga. Pra começar que a sacralização do sexo pode estar por trás desse tédio. A (suposta) exclusividade do casal no que tange o sexual é uma provável causa de anestesiamento. Há pesquisas que afirmam que o cérebro tende a inibir a percepção de cheiros recorrentes como mecanismo de defesa (é o que impede o lixeiro morrer de náusea). Essa mesma defesa joga contra a ação dos feromônios exalados pelo(a) parceiro(a). Dessa forma, supõe-se que no decorrer de certo tempo, um casal tenda a não sentir atração mútua tendo desenvolvido insensibilidade aos feromônios do outro. Os feromônios contém características distintas em cada indivíduo, trazendo consigo atrativos específicos. Daí que é possível a um indivíduo não ser mais atraído pelos feromônios do(a) parceiro(a) - no caso da monogamia - e sentir-se atraído(a) por outrem. Tá captando? Pois é. Imagina o pano pra manga que essa discussão dá.

A monogamia é um fato cultural e está muito mais ligada a questões econômicas do que antropológicas. A religião, a moral e as leis apenas legitimam os hábitos constituídos. Traduzindo, grande parte dos povos - senão a maioria - adotou modelos de uniões exclusivas, com um só parceiro, motivada por questões relativas aos bens, herança e ao modo de produção. Não há nada de natural nisso. Por medo da divisão de propriedades é que as civilizações e povos adotaram a monogamia. Que o digam os camaradas Marx & Engels (saiba mais). Mas deixa eu encerrar por aqui, porque minhas opiniões a respeito são um tanto polêmicas e não quero me complicar. Se quiser levantar mais poeira e ferver mais a sua cacholinha, dê uma lida em coisas como isto AQUI.

Conselho do Dr. Sigmund Xavier: sexo é bom e merece atenção e dedicação. Dizem que sexo é bom até quando é ruim. Pessoas que não fazem são geralmente frustradas e descarregam essa energia vital em atividades medíocres, como palpitar sobre a vida alheia ou arranjar encrenca com quem está quieto. Tá estressado? Vai trepar. E tenho dito.

Nova Ortografia? A tecnologia resolve

Depois que foi decretado esse maldito acordo ortográfico vi caírem por terra as décadas de leitura com afinco, as centenas de livros que devorei e até a alfabetização precoce, que outrora me garantiu ler todo O Sítio do Picapau Amarelo antes mesmo de ir para a escola. Tudo perdido.

Agora o tio corre o risco de passar por tão iletrado quando a gentalha incluída no mundo digital via Orkut e Msn, já que todos escrevemos errado até que se prove o contrário. É bem verdade que já refuguei os três dicionários que mantinha no acervo pessoal e encomendei um dicionário com a Nova Ortografia. Não tenho escolha, a não ser que eu queira não ser mais compreendido daqui uns anos. E para quem redige propostas, projetos e documentos comerciais todos os dias isso é a morte, sobretudo no aspecto financeiro.

Mas como tecnófilo de plantão eu não podia deixar de procurar alguma pérola cibernética para resolver minha disortografia recém-adquirida. E achei! Meus pobremas se acabaram-se.

Conheça o umportugues.com, que promete corrigir criteriosamente todos os textos digitados ou colados em determinada caixa, de acordo com as novas normas. Para quem precisará em breve elaborar o TCC, o site foi um achado dos deuses.


EXEMPLO



EXEMPLO CORRIGIDO


Estou salvo. O site também, em meus favoritos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Moda fashion IV - Gladiator

Modinhas passam. Estilo fica. E estilo é tudo o que falta na maioria das peças grotescas que as indústrias testam nas passarelas e a seguir despejam nas lojas em versões para todos os bolsos, da requintada Oscar Freire à muvuca proletária da March 25th Street em Sampa.

No capítulo de hoje o tio detonará com um calçado que pode ser visto nas ruas, nos pés de moçoilas desavisadas e sem o menor senso de ridículo. Confesso que fiquei em estado de choque quando vi pela primeira vez. Só não bloguei antes por não saber o nome específico dessa aberração. E com vocês...

... AS SANDÁLIAS GLADIADOR

Por favor, minha senhora, minha senhorita. Se você não vai trabalhar de figurante na seqüência de 300, Gladiador-II - A Vingança ou em um improvável Troy-II,o Retorno nunca, jamais e nem em tempo algum calce isso. É horrível. Destaque para essa última da direita. Não lembra polainas, só que com solado?

Prometam. Coloquem a mão direita sobre a Bíblia, o Alcorão ou qualquer livro que considerem sagrado e jurem. Repitam, vamos lá: "NUNCA CALÇAREI ISSO, TIO".

Agradeço desde já.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

De gaiato num navio

Todos já viram a merda que está dando no cruzeiro do Costa Romântica, da companhia uruguaia Costa Cruzeiros. Pobre não tem vez mesmo. Quando esses cruzeiros começaram a virar carne de vaca, algo me dizia que essas canoas gigantes já não estavam mais caindo nas graças dazelite inresponçáviu. Se fosse bom, a classe média emergente e endividada nos cartões e no especial continuaria a não ter acesso. Mas não. A racinha metida acha que virou elite e não que está usufruindo de descarte dos ricos.

Quando comecei a ouvir rádios FM fazendo promoções de baladas em alto-mar e os minicruzeiros começaram a aparecer nos cartazes até da agenciazinha fubanga do bairro, algo me dizia que o glamour já se foi. Até a empresa onde a darling trabalha levou os funcionários pra passear de canoão no final do ano. Eu logo imaginei que se não fosse baratinho, a empresa resumiria a confraternização naquela velha churrascada no sítio, com pagode e cerveja quente. Mas não. Até "as firma" - como dizem os operários - já estão embarcando a galera no melhor estilo "festa na lage em alto-mar".

Agora estão lá: um monte de pessoas, sem rango, sem banheiro, sem banho, sem nada naquela que devia ser a viagem dos sonhos e deve estar custando 340934890 prestações no cartão de crédito. Pobre é uma merda. Crasse média pior ainda. Só se f... E ainda paga imposto paca.
"Trata-se de um navio sofisticado e cheio de charme, onde todos os espaços, do hall às cabinas, são grandiosos, decorados segundo os critérios do melhor design italiano. Caracterizado por um estilo náutico rigoroso e descontraído, de uma elegância única, o Costa Romantica é enriquecido com obras de arte de renome entre as quais duas esculturas japonesas Susumu Shingu. Um verdadeiro ponto de encontro entre cultura e relax para todos aqueles românticos que amam ritmos doces e informais."
(Fonte: o site deles mesmos, claro)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Armadilhas da indústria e da mídia

Vade retro de o tio defender mulheres-fruta. Nem melancia, nem jaca, nem maracujá, nem morango. A propósito das frutas e infelizmente, sou muito pouco adepto delas. Frutinhas muito menos. Exceto o açaí que saboreio sob a forma de vitamina batida em um determinado local que já citei AQUI.

Só que essas mulheres-fruta, celebridades instantâneas, são vítima dos valores que elas mesmas cultuam. Merecem pois o escracho. Tal como aconteceu com a "sensacional" Mulher-Morango (será por causa de cravos na pele?). A dita saiu no carnaval saracuteando as formas não tão bem aceitas pelas indústrias fitness e fashion e levou na mídia uma menção inglória, pelas indesejáveis dobrinhas na região da cintura. Não sei como a Vigilância Sanitária não foi lá fiscalizar se ela se enxuga bem após o banho, afinal de contas o Aedes Egypty põe ovos em água parada nos pneus, entre outros locais. Mas dane-se a talzinha, cuja existência só fiquei sabendo ao receber o link da reportagem junto com um comentário sarcástico de uma amiga, de quem preservarei a identidade para fins de direito (só digo que é professora de Filosofia em colégios católicos renomados).

As indústrias da beleza a todo custo, da roupa da moda e das academias que proliferam como dengue vendem um modelo físico quase inacessível para 90% das mulheres. Tanto estas como as que conseguem com sacrifícios físicos e financeiros adotam-no como referência. O resultado é a frustração da imensa maioria e fome crônica da minoria bem-sucedida. Fato é que a cultura barbie invadiu o mercado para desespero da mulherada, cuja auto-estima despenca ano após ano, malograda pelas receitas mágicas ao mesmo tempo que a população é bombardeada pelos lobbies da comida processada e do fast-food.

Claro que TODOS devemos procurar hábitos alimentares e físicos que conduzam à saúde, assim entendida como capacidade plena para fazer nossas tarefas do cotidiano, incluindo o lazer, e ausência de indicadores de risco como triglicérides, colesterol e pressão arterial altos demais. O desconforto é outro ponto. Ninguém com 150Kg há de se sentir à vontade em uma poltrona de coletivo, metrô, ônibus ou - pior ainda - de avião. Por isso a busca de equilíbrio é vital e sinais como fadiga e indisposição indicam que o sujeito precisa fazer algo urgente em prol da saúde e oxalá da auto-estima. Basta lembrar da piadinha velha de que a mulher que transa com o gordo sente dois prazeres (e vice-versa, viu dona baleia?).

A infeliz Mulher-Morango saiu na foto como vítima de si mesma e do estereótipo de mulher-objeto que ajuda a sustentar. Não fosse sua infame "profissão artística" de funkeira, talvez ela cuidasse melhor de outros aspectos da sua imagem capazes de posicionar de forma mais digna a sua imagem pública, que não fosse "agachando até o chão, chão, chão-chão-chão". Quem sabe ela soubesse opinar sobre fatos do cotidiano e transmitir aos espectadores qualquer coisa que não fosse a infame personagem sexista e grotesca para a qual se veste. Aliás, mais se despe do que veste.

Enquanto isso homens com algum nível de atividade neural - além da respiração e do ciclo digestivo - continuam a preferir construir a vida com as mulheres do mundo real, incluindo seus pequenos excessos como os temidos (por elas) pneuzinhos. Mulheres que cultivam, além da saúde os demais aspectos da vida, muito superiores ao simples zelo pelas bundas, peitos e a busca doentia pelo abdômen fictício da boneca esquálida estadunidense. Eu pelo menos prefiro.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ah, o Carnaval... em casa

Uma pena. O tio estava tentando ir para um bucólico lugar no interior de São Paulo durante o Carnaval. Trata-se do sítio de uns amigos finesse, sito à beira de uma represa onde felizmente até as ondas de celular são raras e dificultosas. O objetivo indubitável era ficar longe do bumbum-paticumbum-prugurundum, de carros com porta-malas escancarados tocando axé, de gente ensandecida achando que o deus dos cristãos vai lançar chamas sobre o planeta na quarta-feira de cinzas e resta-lhe procurar os últimos suspiros de prazer, dentro das bizarrices que lhes aprazem. Resumindo: apenas um pouco de paz.

Antes de mais nada o tio não tem nada contra o Carnaval. Festa é festa. E se em questa cazzo di vita não tivermos momentos para festejar um pouco, melhor morrer. Mas há momentos em que queremos apenas olhar o campo, acordar com o trinar de pássaros, cacarejos e latidos. Só isso. Voltando ao sítio dos amigos, ficamos sabendo os refinados proprietários receberiam outra família de conhecidos - a quem secretamente me refiro como cohabentos - pra passar o feriadão. E isso foi o bastante para nos demover dos planos. Não que sejam má gente, jamais. São pessoas da melhor índole possível, calorosos, prestativos e amistosos.

Mas digamos que o adjetivo cohabentos que lhes atribuo tem a ver com hábitos muito ruidosos, esfuziantes demais, festivos demais e por que não dizer muvuqueiros demais. O pobre tio, que pensava apenas na paz do campo, no alvorecer por trás da serra, no trinar matinal do passaredo e nos coachar noturno dos batráquios, teria que se contentar com porta-malas de carros abertos, boomboxes ligados e até com o aparelho de som da sala tocando axé, bléque míuzique e pagode a quatrocentos e cinqüenta decibéis. Isso sem falar nas coreografias, dancinhas e brincadeiras divertidíssimas, como seqüestrar um desavisado e arremessá-lo na piscina. As sonhadas tranqüilas refeições seriam substituídas por banquetes dignos de castelos nórdicos medievais, tal a variedade de comidas gordurosas e quantidade de pessoas a se servir. Tudo com muito coentro e cominho (argh!). Mas não é só isso.

Como degustador de uma boa cachacinha de roça, tragada vagarosamente em copo minúsculo eu também não apreciaria passar o dia vendo pessoas abrindo latas e mais latas de cerveja e produzindo jarras de caipirinha (de 51 ou Velho Barreiro), mantendo-se em estado de torpidez permanente e puxando conversas nada a ver, em dialetos quase ininteligíveis. Sabe, não é ser chato, porque chato nesse caso é ver um monte de bêbados de sunga e sem camisa andando pra lá e pra cá com passos inseguros indo buscar cada vez mais bebida. Isso quando não mandam os filhos crianças buscar a bebida, o que acho abominável ao quadrado.

Também gosto de acordar bem cedo quando estou nesses lugares, só pra ver o sol nascer e também costumo tirar uma soneca na rede depois do almoço. Aliás dormir é uma das coisas que mais faço em sítios, devido à paz que me transmitem. E quando é possível, à noitinha eu gosto de sentar-me no alpendre com a darling pra namorar um pouco, coisa que não é muito acessível aos casados com filhos pequenos e às pessoas social e profissionalmente atarefadas. Daí que tentar namorar com gente do lado sempre empunhando uma lata de cerveja e puxando papo furado também fugiria um tantão do meu propósito.

Peço que o leitor me entenda, caso ele seja um respeitável trabalhador mutuário do CDHU ou da Cohab. Cohabento nesse caso é um modo de ser, um estado de espírito que a pessoa escolhe pra si. O tio há três décadas morou e estudou na Cohab-II, quando nem iluminação pública lá havia. Mas nem por isso voto no Netinho de Paula, nem sou foi adepto de muvucas como as descritas acima. Não penduro roupas e toalhas nas janelas e tento tratar os espaços coletivos como algo sagrado, imune à ações invasivas de qualquer espécie. Desta feita, terei que me resignar a ficar em Sampa e visitar o sítio dos bondosos amigos em outra ocasião, claro que num dia em que eu tenha assegurado que os cohabentos não estarão. Desejo a estes um ótimo feriado porque - apesar de tudo e como eu já disse - são boa gente. Uma pena mesmo... [suspiro]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tente entender

Créditos da foto: amigo do tio.

A linda foto acima, além de atestar a porquice do paulistano, pode ocultar a raiva de algum inventor desapontado. O tio estava voltando do almoço com um amigo quando deparou-se com a engenhoca destroçada na calçada.

Qual seria a correlação entre uma tampa de sanitário, uma fonte de alimentação, placas de circuito e cabos de conexão? O que o sujeito terá tentado inventar? Uma privada 32bits? Um navegador web sanitário para downloads direto pro esgoto?

Coisas que nunca saberemos. E mais uma vez, dado a sucata ter sido depositada no passeio público, está mais que comprovado que o Kassab é o culpado por todas as enchentes de Sampa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Me explica de novo

A GM foi lá com o chapéu novamente pedir dinheiro público para o Obama. Alega estar sobrevivendo de um "empréstimo" anterior do próprio governo. Junto com o pedido de nova mesada expôs ao Departamento do Tesouro norte-americano um plano para fechar mais 14 fábricas, eliminar centenas de revendedores e cortar 47 mil empregos neste ano em todo o mundo. Certo... e agora ela está pedindo quase U$ 17 BIlhões.

O elefante está com as quatro patas quebradas. Entope-se de dinheiro de impostos que teoricamente deveriam destinar-se à assistência social, seguro-desemprego, saúde pública e educação, entre outras tantas coisas. Isso tudo sem nenhuma contrapartida social, nem garantia da continuidade dos empregos e ainda com promessa de extingüir completamente marcas "satélites" como a Hummer.

O Capitalismo é um sistema lindo. Adam Smith deve estar tomando um drink com o Satan a estas horas. Quando uma empresa de qualquer natureza arrebenta a boca do balão com lucros astronômicos, fazem festa na laje com champanhe da boa e ovas de esturjão, posa-se para fotógrafos da Forbes e da Fortune e fazem até "hola" na arquibancada. Os lucros - claro - vão todos para o bolso de meia-dúzia de investidores afortunados e outros tantos especuladores bursáteis.

Só que quando aparece a ineficiência, o balão da especulação estoura, o sistema entra em colapso, as apostas em ações naufragam e, enfim, a brincadeirinha de Banco Imobiliário despenca da mesa, entra em ação outro sistema: o Socialismo. Socializa-se a miséria, socializa-se o prejuízo com a sociedade e corre-se ao famigerado Estado. Este, que segundo os neoliberais deveria ser reduzido ao mínimo ou quem sabe extinto. Claro que o mínimo inclui as burras abertas para os especuladores chorões e os megamilionários que caem em penúria (leia-se diminuir em alguns pontos percentuais seus lucrinhos).

Eu tenho uma sugestão para resolver o problema habitacional que está assolando o trabalhador estadunidense. Por que não lotear as mansões gigantescas que os capitalistas mantêm nos subúrbios e nas cidades ultravalorizadas, transformando-as em pensões e hotéis para hospedar as famílias desempregadas? Por que não aliviar o estresse da classe operária, enviando-os para os hotéis estonteantes em Durbai, onde o dinheiro não tem nem religião pois certamente há judeus, muçulmanos, cristãos e xintoístas como cotistas nos mesmos prédios? Por que não pegar as frotas milionárias de Rolls Royces e Mercedes para emprestar para os desempregados procurarem trampo? Depois, claro, quando eles se arranjarem poderão mandar no lava-rápido e devolver, ora bolas.

Hoje me baixou o caboclo Bolchevique. Por estas e tantas que me convenço que só a expropriação das grandes riquezas será capaz de promover justiça social e eqüidade. E tenho dito, camaradas!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Back to the classroom

Semestre novo, prédio novo, sala novinha em folha. Professora nova que parece ser das boas (e nem precisava de tão bem-apessoada que é). Mas algo de velho e pior está no ar.

Aos quinze minutos de tentativa de aula chega uma jumentilda... e outra... e mais outra... e várias outras sucessivamente. Traço comum é que todas chegam "causando" - como se diz por lá - passando pela pobre mestra como quem passa ao lado de um hidrante. Fazem um tremendo fuzuê com direito a gritinhos histéricos, que são igualmente correspondidos pelas demais jumentildas já acomodadas na sala. A expressão facial da professora é denotativa para bom entendedor.

Mal se ajeitam e começa a sinfonia de celulares, que deviam ao menos estar no modo silencioso. Saem em bandos cacarejando para o corredor, como se estivessem no barzinho da esquina. Minutos depois os bandos reinvadem a sala, com os mesmos belos sinais de educação já demonstrados.

Ou seja: sai semestre, entra semestre e as supostas candidatas a docentes não sabem sequer respeitar o momento de uma aula na qual já chegam atrasadas. E acham que vão educar os filhos dos outros. Assim caminha a inducassão (delas).

Eu particularmente torço pelo desemprego crônico dessas. Pelo bem dos futuros alunos e pelo bem da Educação. Amém.

Enquanto isso na Vasconcelândia...

... o revolucionário senhor Jarbas declara:
"Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção"
Uau! Que choque de realidade! Mas por que diabos não consigo ficar surpreso? Essa revolta do senador resulta na prática no quê? Ele vai sair das fileiras e fundar alguma legenda baseada em alguma ética? Ele vai devolver alguma benesse ou salário que tenha recebido como governador ou parlamentar no partido? Vai montar uma guerrilha no agreste? Vamos nessa, camarada Jajá.

Desde o pós-plano cruzado que o PMDB não quer a cadeira-mór brazuca. Esta não representa senão o mero poder formal. Por trás das cortinas é que os grandes business e gente bem-sucedida com eles se movimenta. O PMDB quer ser contra-regra, não importa o texto, nem o autor, nem o diretor, nem os atores no palco. No máximo uma vice-presidência.

Mas não é só o partido do finado Ulysses que está nessa. Ouvi dizer que tem um outro aí cuja frente era liberal que vive da mesma rapinagem de bastidores. Apenas dois outros grandes grupos, também minados por safardanas, querem disputar o cargo de premier tupiniquim. Os demais se contentam com as polpudas rendas que a órbita palaciana lhes propicia.

E la nave va...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

É hoje!

Não passe por baixo de escadas.

Não deixe gatos pretos cruzarem seu caminho.

Não abra guarda-chuvas dentro de casa.

Não toque em macumba com a mão direita.

Não profira nomes diabólicos.

Não entre em locais estranhos.

Não olhe pro espelho no escuro.

Não saia de casa sem uma figa.

E o principal: não solte pum em locais fechados.

(*O pum não atrai mau agouro, mas convenhamos: é muito desagradável).

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A bestialidade universitária

De novo. Notícia repetida. Estudante de Campinas aprovado na Anhangüera de Leme é agredido com requintes de filme Kulbrickiano, após comparecer na secretaria da faculdade. Os "veteranos" - assim chamados os seres desprovidos de massa encefálica que freqüentam a faculdade há mais de um semestre - chegaram a espancar o jovem, fazê-lo deitar-se sobre esterco animal e mais outra série de barbaridades, resultando em coma alcoólica do agredido.

Voltando de um cliente nesses dias, não pude deixar de reparar a turba estudantil de calouros que se amontoava sobre o viaduto Tutóia e arredores. Todos com as caras pintadas, roupas rasgadas e esmolando a título descarado de viabilizar a cervejada dos veteranos. Estes conduziam os quase indefesos novatos pelas ruas até amarrados em grupos como nem presidiários o são.

Já comentei antes aqui sobre esse tipo de idiotice AQUI sob um ponto de vista até que ameno. Mas a verdade é que olho para o trote como um tipo de atividade que expõe do ser humano sua faceta mais bestial e cruel, que se oculta sob rostinhos rosados e indumentária de marca. Não é possível que pais de veteranos, diretorias de universidades e mesmo o braço armado do Estado continue a ver nisso uma brincadeira ingênua e da "molecada", que é como adultos se referem a esses marmanjos com mais de vinte anos.

A complacência com esse tipo de comportamento dos algozes explica muito melhor os atos de vandalismo, os furtos, roubos, o envolvimento com narcotráfico e demais delitos dos cavalos (com o perdão dos eqüinos), que já têm idade para procriar, trabalhar e em suma o dever de ser úteis para a sociedade para ao menos justificar o consumo dos recursos do planeta. São jovens que não conhecem os sinônimos das palavras limite e respeito, certamente porque nunca ouviram de seus impensantes reprodutores (pais são outra coisa) uma palavra tão simplória e de significado tão conciso como NÃO.

Tenho uma triste, mas realista opinião sobre o que fazer com esses ditos "veteranos", já que eles preferem dar vazão a toda sua agressividade sobre colegas universitários recém-chegados: Uma vez que são dotados de razão e supostamente capazes de pensar - até porque foram capazes de preencher um questionário seletivo - mas OPTAM por ações vândalas, degeneradas e agressivas com os colegas recentes, têm que ser tratados como o que escolheram ser: MARGINAIS. E para marginais, delinqüentes e similares sugiro começar com cacetete de borracha nas costas até deixar vergão. Daí para o camburão, o xadrez ou - por que não? - colônias de trabalho pesado. O trabalho forja o homem.

Por muito menos que isso e injustamente costumo ver a polícia descer o sarrafo, como na recente e legítima passeata estudantil no RS. Para isso o Estado é bom e eficiente né? Já no caso dos filhinhos de papai "troteiros"...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Curtas comentadas

Polícia prende flanelinha suspeita de extorquir motorista em São Paulo.
Então essa flanelinha extorquia? E os outros dez mil fazem o quê?

Mulher morre em apartamento com mais de 4t de lixo e 40 animais em Santos (SP).
Pobres animais não mereciam viver com criatura tão involuída.

Moradores dizem que lixo é causa de enchente.
Não é não. É tudo culpa do Kassab. Eu mesmo já o vi jogando sofás velhos, geladeiras e pneus nos córregos.

BBB 9: Enquete aponta que Newton será eliminado no paredão.
Newton who? O Isaac? Do contrário pode mandar pro paredão dos Castro que não fará falta.

País perde 200 mil postos de estágio em quatro meses.
Puta merda e agora, quem buscará lanche pra galera?

Sem dinheiro para aluguel, prefeito despacha sob cajueiro no interior do CE.
Se não tem dinheiro nem pro aluguel ele tá despachando o quê?

Presidente afirma que mídia abusa da sua inteligência.
Desculpa a curiosidade, mas inteligência de quem?

EUA criam banco para salvar bancos.
Thanks Obama! E pra salvar o povão, vai criar o quê? Yes, we can.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Papai-Noel estava bom demais

O tio Xavier é um desorganizado de primeira, financeiramente falando. Aliás desorganizado em tudo. Com os numerários não haveria de ser diferente.

Notei que no último Natal o dinheiro abundava em minha conta-corrente. Comprei tudo o que precisava (e o que não precisava) à vista, fazendo aleluia com notas de cem reais. Comi, bebi, vesti, zoneei, comprei inutilidades e distribuí agrados pra um monte de gente.

Só que fui fazer a contabilidade trimestral de uns negócios à parte - nos quais tenho sócios - e percebi um pequenino detalhe: esqueci de fazer a provisão e o dividendo (para pagar amanhã) é de nada menos do que cinco mil reais. Cinco mil nem é tanto dinheiro, não é mesmo? Só se for pra quem tem isso na conta, porque a do tio está com menos de cem reais.

Alguém aí conhece um prostíbulo masculino que aceite quarentões grisalhos e com um pouco de barriga?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os super-mega pontos da Claro

Vou ser bem breve. Liguei pra essa operadora de $#%**# porque vi na minha fatura que eu tinha TRINTA MIL PONTOS de uma porcaria de clube. Vira e mexe eu recebo SMS deles informando que meu total de pontos subiu para mais tantos. Enfim eu queria saber no quê de fato poderia tirar proveito disso.

Meu número é originário da BCP, do ano de 2000, logo que esses caras desembarcaram aqui. Consumo telefone um bocado desde então e estou com minhas contas em dia. O que a atendente me ofereceu? Cinqüenta reais em desconto pra eu comprar um celular. Cinqüenta. De uma vez só!

Óbvio que como sou praticamente um lorde inglês eu não os mandei introduzir os pontos no lugar onde eu pensei. Até porque eram sete da manhã e a pobre atendente não merecia começar o dia com expressões de baixo calão.

Mas que eles deveriam, isso sim deveriam.

E a portabilidade que não chega em Sampa?