quarta-feira, 15 de março de 2006

Vestiário da família: O mundo está ficando melhor

Mais uma vez volto ao Sem Sentido para elogiar um dos melhores serviços populares de lazer que conheço: o Sesc (se não for O melhor). Particularmente porque o Sesc Santana possui "vestiário familiar". Isso dispensa os pais e mães circunstancialmente sozinhos de terem que trocar os pequenos em vestiários do sexo oposto. Meus pobremas se acabaram-se!

Como nem tudo no mundo são flores, no Sesc Santana o recinto é minúsculo e impossibilita a permanência simultânea de mais de um adulto e seu filho(a). Talvez a idéia seja essa. Os armários são proporcionais, sugerindo que seja bom usar dois. Já me deparei com o familiar sendo usado por uma jovem senhora com seu rebento e tive que aguardá-los terminar, antes de adentrar com minha cria. Isso parece sugerir a sua futura subdivisão em "Familiar Paterno" e "Familiar Materno". Voltando ao tamanho, mesmo que não se tenha que disputá-lo no mesmo instante com outro pai ou mãe, o cubículo é cruelzinho. Penso que não tenha mais de um metro de largura. Mas a cortesia e atendimento exímio dos funcionários quase compensam o problema dimensional. Quase. Meio metrinho mais largo já ajudava.

Felizmente os conceitos de "familiar" e "infantil" está chegando aos banheiros de shoppings e hipermercados aqui em Sampa City. Há pouco mais de dez anos, quando eu saía sozinho com a filha mais velha, tinha que contar unicamente com a solicitude de senhoras e senhoritas para levá-la ao banheiro. Isso me rendeu alguns bons contatos, eu reconheço. Mas quase sempre era constrangedor.

Registro aqui meus parabéns pela preocupação do Sesc. Politicamente corretíssima.

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu nome é Gabriela e tenho um filho de 5 anos, frequento o SESC IPIRANGA e estou vivenciando essa dificuldade. A diretoria diz que posso usar o vestiário feminino com o meu filho até o ano que vem quando ele completará 6 anos, a partir dai meu filho nao podera entrar e terei que deixa-lo com terceiros para poder usar a piscina e na saida da mesma ele não poderá tomar banho e assim fico me perguntado como vou enxuga-lo e troca-lo sem ter acesso a minha mala que esta com as roupas que por sua vez se encontra dentro do vertiário ?
Me disseram também que não haverá (nem futuramente) um vestiario familiar por não haver espaço. Estou pensando seriamente levar uma venda para olhos para colocar nele para podermos continuar fazendo natação.
Se ano que vem me proibirem usar a venda terei que parar de usar a piscina e como não tenho condições para pagar um outro clube ou academia, ficarei sem um esporte para mim nem para o meu filho.
Poderia virar lei o vestiário familiar com hoje é a questão da acessibilidade.

Tio Xavier™ disse...

Pois é Gabriela. Infelizmente algumas atitudes sociais só se tornam hábito por força de lei. Torço para que você consiga uma solução.